
Você conhece esse tal de óbvio? Sabe qual esquina ele mora? Que rua anda? O que ele faz?
Dias atrás este blog surgiu tão óbvio quanto os cartões corporativos. Mas, será que os cartões eram óbvios há um ano atrás? Dizem que jornalista é o garimpeiro do óbvio. Porém, como você acha que o time de futebol São Paulo ganhou o brasileirão 2007? Para ver o que está diante dos olhos, é preciso estar treinado. E para explicar isso, me aproprio de uma frase. “O jornalista vale menos pelo penteado e vale mais pelo valor da informação que oferece.”*.
Jornal só é jornal se tiver boa informação. Blog só é blog se tiver um conteúdo diferenciado. Não copiado. Porque copiar em tempos de CTRL+C e CTRL+V é muito fácil. Difícil é escrever o que se tem na cachola. E sem leitura quais serão nossos posts neste blog. Publicações vazias. Sem riqueza. Sem gosto. Semana passada, fiz um desastre de macarrão. Grudento, tinha pouco molho e para completar pus pouco sal e açúcar além da conta. Para quem cozinha (como se eu fosse chefe de cozinha! hahaha) sabe que o açúcar é para tirar o amargo do extrato de tomate. Lembro até das palavras da mamãe: “Que macarrão ruim. Tem mais açúcar do que sal. O meu…” Contudo, estava esfomeado. Comi tudo e quase lambi o prato. Rarará (como diz Zé Simão).
Por fim, estou aberto a doações. Livros, CD’s, DVD’s e afins. Porque estou igual Jean-Baptiste Grenouille, personagem do filme “Perfume - A história de um Assassino”, captando todos os odores, textos, vídeos, histórias, etc. Para depois filtrar o que é de interessante para o meu leitor.
* GUEDES CAPUTO, Stela. Sobre entrevistas: teoria, prática e experiências - Petrópolis, RJ. Vozes, 2006. Pg. 20.
As vezes as coisas não ocorrem como queremos ou como planejamos. Acho que por uma tentativa de ser mais otimista, gosto de acreditar no destino. Claro que sempre procurei fazer as escolhas certas, mas por diversas ocasiões já me dei mal. Porém, as coisas tem um jeito de se tranformarem em algo mais útil, produtivo, mudando sua visão e até mesmo sua atitude com certas coisas. Mas se você parar pra pensar, o destino é algo enigmático. Quando algo tem que dar certo, ele dará, ultrapassando qualquer obstáculo e fronteira para atingir seu objetivo final. A coincidência não existe, pois tudo tem uma razão, tudo tem um porquê.
Quando algo “não planejado” acontece, você busca uma desculpa, algo/alguem para pôr a culpa, tentar pelo menos descobrir o que você fez de errado. Mas nem sempre existe. Nem sempre a resposta estará estampada em rostos ou gestos. Como ja me disseram, o tempo é o melhor rémedio, e o futuro o melhor médico. Basta esperar…
Assisti a esse Documentário na aula de Fotojornalismo da prof. Mayumi e adorei, é muito forte, uma apresentação de uma realidade desconhecida por nós. Encontrei o DVD por R$ 22,09 (incluindo o frete) no shoptime.
Aproveitem
Sinopse
Este ganhador do Oscar, mostra a vida de crianças do bairro da Luz Vermelha, em Calcutá. O aparente enriquecimento da Índia deixa de lados os menos favorecidos. Porém, ainda há esperanças. Os documentaristas Zana Briski e Ross Kauffman procuram essas crianças e munido de câmeras fotográficas pede para elas fazerem retratos de tudo que lhes chamam a atenção. Os resultados são emocionantes E enquanto as crianças vão descobrindo essa nova forma de expressar, os cineastas lutam para poder dar mais esperança, para as quais a pobreza é a maior ameaça à realização dos sonhos.
A escritora, poeta, contista e professora de português por mais de 30 anos, Lourdes Limeira está lançando seu livro ‘Metamorfoses e outros contos’.
Biografia
Lourdes Limeira de Castro natural de João Pessoa, capital da Paraíba. Vive no Norte há vinte anos - dez anos em Rondônia e dez em Manaus - onde labuta na Educação como Professora de Língua Portuguesa e Espanhola. Seu hobby predileto é ouvir Chico Buarque de Holanda, fazer aula de dança de salão e tem a leitura como um hábito em sua vida, desde muito jovem. Os clássicos brasileiros são os seus preferidos, tais como: Machado de Assis, Clarice Lispector, José Lins do Rego, Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles entre outros. Porém atualmente tem lido muito outros, por exemplo, Nietzche , Freud, Yung, Marx, etc. Desde jovem escreve e sempre foi apaixonada pelos livros, porém só agora quis investir no seu próprio. Após ter dois contos classificados em concursos do SESC/AM: ‘Viagem Digital’, em 2005 e ‘A Esfinge’, em 2006.
Livro
Os contos são escritos em uma linguagem simples. Você encontra desde viagens digitais, até contos mais enigmáticos como “A Esfinge”. O livro pode ser adquirido pela internet através da página pessoal da escritora.
“É um livro que tem influência em vários escritores brasileiros, tais como Machado de Assis, Clarice Lispector, entre outros. Aborda temas do cotidiano, até mesmo, polêmicos. Como drogas, tráfico de crianças e lesbianismo.”, comentou.
Internet
“A internet é mais uma opção na compra de livros, Cd’s, Dvd’s, etc. Como as pessoas estão ligadas na internet, fica mais fácil comprar via internet do que pelas livrarias. Se não houver adaptação, das livrarias neste espaço, perderão dinheiro e espaço.”, diz.
Este blog indica o livro. Compre e se delicie!
Livro: Metamorfoses e outros contos
Valor: R$ 10,00 + frete
Formas de Pagamento: Sendep (é preciso ser usuário do sendep, forma segura e rápida de pagamento via internet)
Site: www.lourdeslimeira.com.br
Não há uma fórmula para o amor. Disso nós sabemos. Não há um manual, um guia, um personal trainner. Não existe uma enciclopédia para o amor, muito menos um dicionário. O amor já foi tema de filmes, livros, músicas e arte. Já foi causa de guerras, como a de Tróia, e de pedidos de paz, como John Lennon e Yoko Onu. O amor está numa gota d’agua e nos oceanos, em uma planta ou em uma floresta. O amor pode ser plural ou singular, feio ou bonito, liberal ou imoral, solidário ou carente. O amor pode estar em mim ou em você, mas ele nunca estará só. Seja ele acompanhado de alegria, de ódio, de rancor, de lágrimas, de paixão ou de risadas. Ele vem sem avisar e sai do mesmo jeito, as vezes agindo como um hospede indesejado. Alguns anseiam o amor, outros o rejeitam.
O amor está em minhas palavras, minhas atitudes, minhas letras, meus atos e meus pensamentos. Na verdade, o amor é você.
Há cinco anos lí uma matéria que me comoveu muito: uma mãe havia queimado as mãos do filho de apenas 3 anos porque o mesmo rasgou um de seus cigarros. Na época estava participando da produção de alguns filmes de 1 minuto e decidi escrever um roteiro contando aquela história.Pesquisei sobre o assunto em alguns sites , lí matérias de revistas e conversei com autoridades da área para não cometer nenhum erro. A verdade é que não tive coragem de gravar o filme. Era doloroso demais pra mim tentar encenar tamanha crueldade. Fiquei dias pensando no assunto.
Após 1 mês da tentativa liguei para a Drª. Graça Silva a fim de obter notícias sobre o menino da matéria. A criança ainda estava sob a guarda do Conselho Tutelar pois sua mãe estava foragida. Minha análise nesse momento: Qual o futuro dessa criança? Que marcas profundas ele terá para sempre em seu coração? A matéria dizia que ele olhava para as mãos enquanto chorava.
Mãos Santas. Mãos que podem fazer o bem ou podem fazer o mal. O irmão mais velho do menino já havia sido torturado pela mãe pelo menos duas vezes e ninguém teve a iniciativa de denunciá-la. A reflexão está dentro de nós. Imagine se a mãe de Goiânia não tivesse sido denunciada?
A Violência Infantil é um problema nosso. Precisamos denunciar!
Art. 4º É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária. Art. 5º Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais.Torna-se cada vez mais pujante a instalação de igrejas em estabelecimentos culturais. Antes, serviam para levar cultura, lazer e entretenimento para a comunidade, agora, prevalecem os ensinamentos bíblicos e dogmáticos cristãos. Será que as gerações que virão lerão só a bíblia? Será que não teremos filósofos? Nem pescadores, médicos, dentistas, cirurgiões? Só pastores, pastores e mais pastores?
Num Brasil cada vez mais desigual em distâncias cada vez mais longínquas. Vemos um crescimento exacerbado de igrejas. Por quê? Sabemos que pessoas commenor poder aquisitivo não tem muitas escolhas, nem estudo, não questionam, nem repudiam, diz amém. É o que as igrejas precisam. De ovelhas que obedecem as ordens. Que ditam que roupa, cabelo, crenças, voto, talvez até os pensamentos. O que será do Brasil?
49.000.000
Esse é o número de analfabetos funcionais. Mas, sabe o que tem de pior neste número? A estatística. 29% desse montante não sabem ler nem escrever. Todavia, são esses 49 seguidos de zeros que podem decidir quem ganha as eleições presidenciais. Digam-me, se não sabem ler nem escrever, como podem votar? Como podem responder?
Críticas
Uma vez ouvi que só não é criticado quem fica calado. Então, critiquem a vontade. Contudo, críticas que façam apelos por mudanças, por atitudes, por projetos, por EDUCAÇÃO. Porém, sei que ninguém desse número gigante vai falar algo. Pois é uma nação muda, cega, surda. Que vegeta nos seios do governo como se fosse a única fonte. Que não morre nem vive. Sobrevive. Diz amém.
Outro dia estava passeando de carro com meu pai quando vimos um outdoor que mostrava um Atari, antigo videogame 8 bits. Meu pai (um jovem de 37 anos) suspirou e disse: “ah, bons tempos…”
Não pude evitar de me perguntar quando seria a minha vez. Quando iria soltar um suspiro saudoso pelos meus videogames? Quantas horas tentando capturar o Mewtwo no Pokémon… Quantas vezes morri antes de zerar Perfect Dark no 64? Ah, quantas partidas de Super International Soccer (hoje esquecido embaixo do Winning Eleven, mas um jogão na época) disputada com primos, amigos e vizinhos…
Eu sei o que vocês estão pensando. Mas e daí se eu só tenho 17 anos? Foram 17 anos de pura diversão. Nasci em 1990, época em que o Merthiolate ainda ardia, Castelo Ra-Tim-bum e No Mundo da Lua eram os melhores programas na televisão e ninguém sabia o que era internet. Assisti a quatro copas mundiais de futebol (sempre com minha camisa amarela no peito). Ví o Zidane se aposentar e o Romário marcar seu milésimo gol. Houveram duas trocas de moedas (cruzeiro para real e implementação do Euro). Quatro presidentes brasileiros assumiram o pleito (apesar da nossa política não ser a inveja mundial), e 3 presidentes americanos. Ví cometas e eclipses. Presenciei a virada do milênio. Economias decolaram e outras despencaram. Britney Spears enlouqueceu. Celebridades morreram, dando espaço para outros astros que nasciam. Saddam Hussein foi capturado e enforcado, enquanto o Fidel Castro se aposentava.
Querendo ou não, muitas coisas aconteceram, e eu estive lá, sempre interessado. Eu sei o que estão pensando: se em 17 anos já aconteceu tudo isso, imagina o que acontecerá em 34.
Todos os dias fazemos escolhas, algumas mais fáceis outras nem tanto. Às vezes temos medo de arriscar, então recuamos. É preciso saber quando seguir, e abrir todos os dias novos horizontes. Na profissão que escolhemos os desafios são inúmeros, e precisamos estar preparados para eles. É preciso saber ouvir, mais também é preciso saber falar. Precisamos de mais companheirismo, saber dar às mãos e seguir o caminho. O jornalismo pode ser feito sozinho, mas tem outro sabor quando é compartilhado. A palavra é UNIÃO, e já disseram que ela faz a força!